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A Bacia das Almas

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Categoria: Pajelança

11 de maio de 20252 de novembro de 2025

O povo está falando

Para salvar-nos dos apuros da comédia (ou para melhor problematizá-los) mais qualificado cabra do que Dante não existe, e isso devido não só à Sua, mas a duas circunstâncias particulares: no tempo de Dante [1] o sentido popular de “comédia” não se …
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19 de março de 20252 de novembro de 2025

Se a tragédia é superior à comédia

Estamos deitados numa cama no meio do palco do Royal Court Theatre quando pergunto a Bernard Shaw se já ficou decidido se a tragédia é superior à comédia. Ele me beija o bigode e responde: «é engraçado.»

Joseph Campbell já foi cancelado …
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3 de março de 202528 de novembro de 2025

Claros-escuros e escuros-iluminados

Tudo isso está mais ou menos explicado na tradição transmitida por Munhaça de Bê, conterrâneo e comparsa de São Coro, nos oito cantos do Livro das Madrugadas Todas. Porém dessa tese a mais famosa interpretação veio à luz quinhentos só anos …
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24 de fevereiro de 202524 de fevereiro de 2025

Riremos

«Riremos, riremos o mundo todo, ele dizia, e dizendo convocava e ria, riremos minha nossa, riremos nossa senhora! Na fresta que ninguém vigia vai nascer a muda miúda do encanto e no desabrocho daquela espiral virá encalacrada a joia do ritmo da …
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17 de fevereiro de 20259 de fevereiro de 2026

O amor mais puro e mais cândido

Na ideia de São Coro de Minância, o santo que se despiu no concílio de Perosna em 1233, o problema primo e máximo do ser humano não é o quanto somos diferentes de Deus, mas o quanto somos semelhantes a ele.

A …
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20 de agosto de 202113 de fevereiro de 2025

O povo na cruz

Poema de 1907 de Leandro Gomes de Barros (1865-1918), patrono da cadeira número um da Academia Brasileira de Literatura de Cordel

 

Alerta, Brasil, alerta!
Desperta do sono pesado
Abre os olhos que verás
Teu povo sacrificado
Entre peste, fome e guerra…
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10 de julho de 202126 de novembro de 2025

A caganeira

Folheto de 1904 do cordelista Leandro Gomes de   Barros (1865-1918), poeta-maior do serestão

 

Certa noite acordei de madrugada,
Apalpei a barriga, achei inchada
Eu nunca pari, tinha meu medo,
Que em mim se divulgasse tal segredo
Chamei logo a criada, moça …
> Continue lendo “A caganeira”

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A propósito

«Todo escritor acaba se tornando o menos inteligente imitador de si mesmo» pode não ser a tirada mais brilhante de Borges – mas é a mais relevante.

Já fui apresentado como Paulo Brabo: escrevo livros, faço desenhos e desenho letras.

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