Um hobbit na Segunda Guerra • A Bacia das Almas

 

Paulo Brabo, 15 de março de 2005

Um hobbit na Segunda Guerra

Estocado em Goiabas Roubadas · Política

6 de maio de 1944

Porém, sendo os seres humanos o que são, [a vida militar] é inevitável, e a única cura (fora uma conversão universal) seria não se ter guerras – nenhum planejamento, nenhuma organização, nenhuma arregimentação. (…) Porém todas as coisas planejadas ambiciosamente tem mesmo esse efeito para os que são bucha de canhão, embora de modo geral funcionem e façam o seu trabalho. Um trabalho que é, no fim das contas, maligno, pois estamos tentando vencer Sauron com o Anel. Estamos tentando vencer Sauron com o Anel.
E seremos (ao que parece) bem-sucedidos. Porém a penalidade, você descobrirá, é gerar novos Saurons, e transformar lentamente Homens e Elfos em Orcs. Não que na vida real as coisas sejam tão preto no branco como na história, sendo que também começamos com muitos Orcs do nosso lado. Aí está você: um hobbit em meio aos Urukhai. Preserve um coração de hobbit, e pense que é assim que todas as histórias se parecem quando estamos dentro delas.

Tolkien, escrevendo ao seu filho Christopher, que combatia como soldado pelos aliados na Segunda Guerra Mundial

Paulo Brabo @saobrabo

Escrevo livros, faço desenhos e desenho letras. A Bacia das Almas é repositório final de ideias condenadas à reformulação eterna.

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