A cristandade, ou a Europa

Estou escrevendo um livro sobre a Reforma, ou melhor, sobre a gênese (e o apocalipse) das ideias da Reforma, e no caminho (através do Depois da cristandade de Gianni Vattimo, a que cheguei através da mão do Alessandro Rocha) deparei-me com esta notável reflexão de Novalis, repleta de apressados lirismos e rasgos verdadeiramente proféticos. Já depositei algumas seleções aqui na Bacia, mas aproveito para deitar Continue lendo →

Os discursos da reforma

 

A corrupção e sede de poder queimaram a carne da igreja por séculos, porém é particularmente injusto acreditar que essas só tenham sido adequadamente denunciadas e eliminadas com a entrada em cena dos protestantes. É injusto primeiro porque reformadores a igreja sempre teve, e dentre esses Francisco de Assis talvez tenha sido o maior; segundo porque, como estamos apenas aprendendo a enxergar, os protestantes não reformaram muita coisa.

Que a igreja na primeira metade do segundo milênio sofria sob o peso de sua própria corrupção inúmeros autores católicos manifestaram muito antes de Lutero, algumas vezes com paixão indistinguível Continue lendo →

Saudade da penitência

Qualquer que seja o futuro do cristianismo, e por várias razões, vai ser necessário abrir espaço para a penitência. Não a penitência da auto-mutilação, mas a do espírito. “Arrepender-se” tornou-se palavra que não significa nem “reformar a conduta” (mais perto do sentido grego original) nem o mais fraquinho e popular “sentir-se mal” – porque, os novos profetas esclarecerão rapidamente, cristão nenhum pode sentir-se mal. Se você está contrito, eles vão tentar fazer você sorrir. “O importante é ser feliz”, esclareceu um cristão experimentado nessas questões.

São Brabo, o Continue lendo →


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