O mundo ao reverso (e outros versos)

Nada é mais sério do que uma festa: nada concilia e emblema melhor a dupla paixão humana pela liberdade por um lado e pelo ritual por outro. Uma festa é um dia programado para ser fora do programa, e essa contradição encarna mais do que qualquer outro aspecto da cultura os contrastes da condição humana.

Os antropólogos entenderam há muito tempo o engano que seria continuar dividindo festas populares entre sagradas e profanas, visto que cada festa que encontrou ocasião de se entremear no calendário das gentes celebra a seu modo uma entrada no domínio do que não pode ser dito, visto ou explicado: o domínio do sagrado, que só pode Continue lendo →

As nuvens

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Le nuvole, Fabrizio de Andrè | Clique no triângulo para ouvir

Vão
Vêm
De vez em quando param
E quando param são negras como o corvo
Parece que te encaram com mau-olhado

Às vezes são brancas
E correm
E tomam a forma da garça
Ou de uma ovelha
Ou de qualquer outro animal

Mas isso veem melhor as crianças
Que brincam correndo atrás delas por muitos metros

Certas vezes te avisam com rumor antes de chegar
E a terra treme
E os animais ficam quietos
Certas Continue lendo →


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