A nós a liberdade

A nous la liberté/A nós a liberdade, de René Clair, é o melhor filme a que assisti neste milênio, e foi feito em 1931 (certo, Borges daria muita risada). A nous é um filme com pouquíssimos diálogos: render-se ao filme requer uma única linguagem, que você ou fala ou não.

[ATUALIZAÇÃO DE 5 de agosto de 2014]
O youtube tirou do ar o filme que estava aqui =\

Assista e depois me escreva. Se você acertar três ou mais das vezes em que o filme me fez chorar, vai ganhar minha cumplicidade eterna – e seu sonho de liberdade de volta.

 

Theodor de Bry, 1594 • Paulo Brabo, 2014

 

 

A gravura original, de 1594, é de Theodor de Bry.

Toda mudança social que você não aprova é comunismo


Manifestantes brancos, erguendo cartazes que dizem “miscigenação racial é comunismo” (e ‘a marcha do Anticristo’), protestam contra a admissão de nove estudantes negros numa escola média (previamente exclusiva para brancos) em Little Rock, Arkansas. 20 de agosto de 1959.

Para posição semelhante, de quem (também) estava convicto de ter a Bíblia do seu lado, leia Appoio Moral (1926): “Esta ultima manifestação do desequilíbrio feminino – de cortar os cabelos – é das piores e das mais significantes […] Não deixa de ser um revolta, uma espécie de bolchevismo feminino.”


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