A benção mais antiga de todas

Em junho de 1665 o peculiaríssimo messias judeu Sabbatai Sevi (que mais tarde apostataria para o muçulmanismo) reuniu os seus discípulos em Jerusalém e convidou-os, de caso pensado, a transgredirem solenemente um dos mandamentos da Torá. Naquela tarde eles fizeram o que voltariam a fazer juntos inúmeras vezes: comeram o heleb, a gordura do fígado – uma das 36 transgressões para as quais a Bíblia Hebraica prescreve a eliminação do transgressor (da comunidade ou, segundo algumas interpretações, da existência).

A benção que o messias pronunciou antes da ceia:

– Bendito seja Deus, que permite o proibido.


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