O gerenciamento da esperança [2]

A carta do Claudio Oliver me trouxe à lembrança o que está escrito na seção A luta por uma eternidade mais justa de As divinas gerações: a noção, soprada para mim por Alan F. Segal, de que a Bíblia é de uma ponta à outra, do Gênesis ao Apocalipse, uma polêmica contra a civilização.

O gerenciamento da esperança [1]

Quando descrevo meu amigo Claudio Oliver como pessimista e desiludido posso ter desenhado a imagem de um cara amargo e sem esperança, o que não poderia estar mais longe da verdade. O Oliver não deixa que a dureza das suas ideias se cristalize em cinismo, como eu faço, mas transmuta o que poderia gerar cólera e rancor em coragem e gentileza, em disponibilidade e abundância.

Porém, dentro todos, o Oliver terá entendido que não pode haver elogio maior do que “desiludido”. Para se ter esperança é preciso não se ter ilusões: do contrário o que você tem não é esperança, é ilusão.

Nos capítulos anteriores de Lost

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Ilustração que fiz para o podcast em que Allyson Irlesh, Zé Márcio e Rondinelly Gomes Medeiros, do seu quartel-general no sertão da Paraíba, reviram o túmulo vazio da série Lost sob a luz inclemente de Nietsche, Freud, René Girard, Jesus, Borges, a religião egípcia, teoria literária, o eterno retorno, a espiritualidade hindu, a blogosfera brasileira e o sertão. Duas horas dessa conversa parecerão muito, mas só para quem não sente na brisa mais inesperada a inequívoca Continue lendo →


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