Copyright e mediocridade

A obsessão contemporânea com os direitos de reprodução (copyright), financiada, evangelizada e enforced pelos norte-americanos, já ultrapassou os limites da insanidade. Já comentei aqui de que forma a insanidade do copyright aplica-se ao cinema, limitando incrivelmente a liberdade e a criatividade dos cineastas. Mas o copyright, como compreendido e aplicado hoje em dia, limita absolutamente todo mundo.

O balconista disse que as fotos pareciam profissionais demais para ele.

Qualquer artista hoje em dia sabe que não pode fazer uma imagem baseada numa fotografia sem a permissão expressa (isto é, escrita) do Detentor dos Direitos (DD). Mesmo que o seu produto final seja bastante diferente da fotografia original, Continue lendo →

Fahrenheit e copyright

Michael Moore, o polêmico cineasta que acaba de lançar nos Estados Unidos o ácido documentário Fahrenheit 9-11, está encorajando a confecção e a divulgação de cópias não-comerciais (piratas?) do seu filme:

“Não concordo com as leis de copyright e não tenho problema com a idéia das pessoas baixando e compartilhando o filme pela internet, desde que não tentem extrair lucro do meu trabalho: a isso eu me oporia. Já ganho o bastante e fiz esse filme porque quero ver o mundo mudar. Quanto mais pessoas o virem, melhor, por isso fico feliz que esteja acontecendo.”


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