Margem de caderno: Te vejo na quarta

Uma das coisas marcantes que aprendi estudando à noite na Federal (fora, naturalmente, a jogar truco) é que estudar à noite dá muito sono – mesmo em arrogantes heróis da resistência como eu. O efeito Zeigarnik parece não funcionar tão bem quando a interrupção em questão é uma cochilada na fórmica dura da carteira.

Particularmente difícil foi o período em que eu tinha de acordar às 05h30 para tomar o ônibus que me levava a Campo Largo, onde fiz estágio na área de Entrada de Materiais da INCEPA. Eu passava o dia dando entrada em notas fiscais e acompanhando o sonolento ir e vir de correias de transporte e de caminhões Continue lendo →

Margem de caderno: A sabedoria dos centauros

Mais um desenho na matéria da passarinhação. Alguma alma piedosa rabiscou para evitar algum constrangimento mas eu escrevi de novo, à lápis, o que estava escrito no balão. Quanto rancor num coração tão jovem, concordo.

E antes que você diga que eu mesmo só passarinhava na aula, desenhando o tempo todo sem prestar atenção, veja isso. Já pensou?

Página de caderno: Matação

A passarinhação terminou e começou a matação.

Mais uma aula matada. Matada mesmo.

Detalhe 1
Oh não!

Detalhe 2
É brincadeira como este professor é matão

Página de caderno: Passarinhação

Meu motivo fundamental para não gostar daquela disciplina (que deve permanecer anônima) nos meus anos de Administração na Federal é que o slow do professor não dava matéria. O sujeito falava muito, cercava-se de rodeios e pirotecnias, impressionava os impressionáveis, mas não avançava o conteúdo um milímetro que fosse. Conteúdo?

A vantagem é que, como não havia matéria para competir, os desenhos podiam sair das margens e ocupar o palco principal. Eu deveria ser grato.

Veja uma ampliação da página inteira do caderno aqui.


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