O rapaz da via Gluck

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Il ragazzo della via Gluck (1966), Adriano Celentano | Clique no triângulo para ouvir

 

Esta é a história
de um de nós
nascido ele também, por acaso, na via Gluck
numa casa fora da cidade,
gente tranquila, que trabalhava.
Lá onde havia mato agora há
uma cidade
e aquela casa
no meio do verde a essa altura,
onde estará?

Esse rapaz da via Gluck
se divertia brincando comigo,
mas um dia disse:
vou para a cidade,
e enquanto Continue lendo →

Cristo è risorto veramente

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Cristo è risorto veramente | Clique no triângulo para ouvir

Cristo è risorto veramente, alleluia!
Gesù, il vivente, qui con noi resterà.
Cristo Gesù, Cristo Gesù, è il Signore della vita.

Morte, dov’è la tua vittoria? Paura non mi puoi far più.
Se sulla croce io morirò insieme a Lui, poi insieme a Lui risorgerò.

Cristo è risorto veramente, alleluia!
Gesù, il vivente, qui con noi resterà.
Cristo Gesù, Cristo Gesù, è il Signore della
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Madredeus

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Se nunca ouviu o conjunto português Madredeus, você nunca ouviu nada parecido. Uma poesia inesperada, uma coordenação excelsa, uma voz que traz em si um vento mais velho que o Velho Mundo.

Talvez seja mais indicado você aproximar-se do som do conjunto com o mesmo senso de assombro e reverência do protagonista do lírico Lisbon Story, de Wim Wenders. Não se preocupe em tentar assimilar tudo na primeira vez. A própria guitarra ensina.

[flv:http://d3axmvvqfkltb2.cloudfront.net/movies/2009-28-12-lisbon-story.mp4 576 352]

Quando uma guitarra Continue lendo →

Gli altri siamo noi

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Nunca me senti mais sozinho do que agora
É noite, mas queria que segunda-feira chegasse logo

Mas você foi amar Maria

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Olhe o que foi, meu bom José
Se apaixonar pela donzela
Dentre todas a mais bela
De toda sua Galileia

Happy New Year (1980)

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Nada é mais surreal, mais semelhante a vastas e lentíssimas cócegas cósmicas, do que experimentar a passagem do tempo.

A ideia de dividir o tempo, de forma semelhante ao que fazemos com o espaço, ocasiona toda espécie de dissonância cognitiva. É particularmente difícil apreender nossa relação com o passado. Para o futuro o espaço oferece uma metáfora mais ou menos adequada, já que o futuro é o que nos aguarda adiante, o que está além da próxima curva, no virar da esquina.

O dia mais banal

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Il Giorno Più Banale, Marco Masini | Clique no triângulo para ouvir

Ainda que você não me conheça e minha língua não entenda,
Quero hoje te escrever, porque este velho mundo está avariado
E ainda que nunca te tenha visto, sinto-me muito igual a você
Ainda que sejamos moedas de valor, desvalorizadas por uma realidade miserável,
Somos nesta vida pétalas caídas de uma mesma flor

Brush up your Shakespeare

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Keenan Wynn e James Whitmore , os gângsters gente boa de Kiss me, Kate (1953), versão para o cinema do musical de Cole Porter.

[flv:http://d3axmvvqfkltb2.cloudfront.net/movies/2008-06-21-brush-up.flv 480 360]

 

As garotas da sociedade hoje em dia curtem poesia clássica
Então para conquistá-las é preciso citar com desenvoltura
Ésquilo e Eurípedes
Mas o poeta mais unânime
Que vai deixá-las simplesmente delirando
É o poeta que é conhecido
Como o Bardo de Stratford on Avon

Tire a poeira do seu Shakespeare
Comece a citá-lo Continue lendo →

Baby, it’s cold outside (1949)

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Letra e música de Frank Loesser, Oscar de melhor canção em 1949. Esther Williams e Ricardo Montalban (anos antes de A Ilha da Fantasia), depois Red Skelton e Betty Garrett, em Neptune’s Daughter.

[flv:http://d3axmvvqfkltb2.cloudfront.net/movies/2007-10-20-cold-outdside.flv 378 300]

Não posso ficar – Mas meu bem, está frio lá fora
Tenho mesmo de ir – Meu bem, está frio lá fora
A noite foi mesmo – Estava esperando você aparecer
Especial – Deixa eu segurar as suas mãos, estão um gelo!
Minha mãe Continue lendo →

A tristeza de todos os Jecas

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“Lá no mato tudo é triste”, resume celebremente um verso triste de Tristeza do Jeca, obra do compositor paulista Angelino de Oliveira (1888-1964).

Nesta viola eu canto
e gemo de verdade
Cada quadra
Representa uma saudade

A letra de Tristeza do Jeca é apenas a mais famosa das poesias sertanejas a associar o mato (isto é, a zona rural, o campo – a “roça” em oposição à “cidade”) à tristeza, ao choro e à lamentação. Está longe de ser a única. Antes de resvalar no country e no brega romântico a música sertaneja brasileira era um gemido Continue lendo →

Um dia normal

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Começou como um dia normal
Consegui atravessar a manhã da maneira usual
Peguei o ônibus a tempo
Bom dia, Seu Motorista, dirige aí
Sentado dentro do sobretudo agarrei-me à bengala
E apertei o nariz contra a janela embaçada
Ho hum
A vida que levo faria até um morto bocejar


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