O sexo nivelador e sem ilusões, como o enxergava Jesus • A Bacia das Almas

 

Paulo Brabo, 12 de fevereiro de 2014

O sexo nivelador e sem ilusões, como o enxergava Jesus

A Bíblia, embora muitos de nós encontrem prazer no exercício de tomá-la como entidade única e indivisível, foi escrita por autores que abraçavam visões de mundo muito diversas. Tanto a riqueza quanto as contradições da herança judaico-cristã devem muito às distâncias que separam o pessimismo de Eclesiastes do ufanismo do Pentateuco, a imparcialidade de Samuel/Reis do revisionismo de Crônicas, a desilusão de Jó do deslumbramento de Daniel, o imperialismo de Deuteronômio do anarquismo de Juízes, o conservadorismo de Provérbios das inclinações subversivas dos profetas, Para os outros, o sexo é fonte de distinção; para Jesus, o sexo é nivelador.o lirismo duro do evangelho de João do realismo terno do evangelho de Marcos, a voz mansa de Lucas da mão pesada de Paulo.

A Bíblia inteira é marcada por essas variações de luz. Os livros do Novo Testamento, embora celebrem a mesma festa e descrevam as minúcias e as vastidões da mesma revolução, são separados por um contraste especialmente grande: aquele que separa a visão de mundo de Jesus, como apresentada nos evangelhos, da visão de mundo dos livros e cartas compostos pelos seus seguidores.

Este é um dos motivos pelos quais a fratura que separa as duas porções do Novo Testamento (de um lado os quatro evangelhos, do outro todo o resto) parece às vezes ser mais acentuada do que aquela que separa o Novo Testamento do Antigo. O apóstolo Paulo, que dá à segunda parte do Novo Testamento a sua tonalidade, tem uma visão de mundo original, inclusiva, generosa, anti-imperialista e a seu modo profundamente subversiva – mas, comparada a visão de mundo de Jesus dos evangelhos, a de Paulo permanece sendo profundamente conservadora e condicionada.

Como está melhor dito em As divinas gerações, os cristãos adotaram com tanta intransigência a visão de mundo de Paulo que absolutamente perderam a capacidade de enxergar as coisas a partir do ponto de vista singularíssimo de Jesus.

O sexo antes e depois de Jesus

Provavelmente nenhum aspecto da visão de mundo do Filho do Homem diverge do restante da Bíblia de modo mais espetacular (e mais repleto de consequências) do que a postura de Jesus a respeito do sexo.

Jesus via o sexo como nenhum outro autor ou personagem da Bíblia antes ou depois dele.

O Antigo Testamento (que fala de antes de Jesus falar) e a porção pós-evangelhos do Novo Testamento (que fala depois que Jesus falou) são marcados por alguma medida de pessimismo sexual: a opinião de que o sexo é um problema e uma ameaça, um embaraço que requer monitoramento e gestão perpétuos de modo a que a vontade de Deus seja honrada e a sociedade não resvale no mais completo caos.

Por motivos que não compreendemos por completo (e que procuro analisar com alguma profundidade na seção Na cama com a Bíblia de As divinas gerações), poucas décadas depois da aventura terrena de Jesus a igreja já havia desenvolvido e propagava séculos afora um pessimismo sexual muito mais acentuado do que qualquer coisa presente em quaisquer dos Testamentos. A igreja não demorou a desqualificar não só o sexo antes e depois do casamento (legislando sobre virgindade e divórcio), mas durante – convidando gente casada a renunciar até mesmo ao sexo reprodutivo.

Não foi com a Bíblia que a igreja aprendeu a admirar e a recomendar a abstinência sexual; com toda a probabilidade, os cristãos dos primeiros séculos assimilaram essa ênfase dos estoicos, de quem herdaram ainda uma aversão generalizada contra tudo na experiência humana que pode produzir algum prazer.

Em muitos sentidos, a igreja formal parece estar menos interessada em legislar contra o sexo do que legislar contra o prazer. Por esse prisma, pouco mudou em mais de mil anos. A luta contra a legitimidade do prazer determinou o dogma da virgindade perpétua de Maria, e fez com que Agostinho concluísse que, se fizeram sexo antes da queda, Adão e Eva fizeram-no sem sentir qualquer prazer no processo.

Nos nossos dias a igreja formal experimenta grave relutância em endossar determinadas práticas – o sexo antes do casamento, a contracepção, a homossexualidade e o aborto, em grande parte porque aprová-las seria conceder alguma parcela de aprovação ao sexo realizado por prazer, não redimido pela possibilidade ou intencionalidade da reprodução. E tomar por legítimo o prazer, especialmente o prazer sexual, a igreja institucional determinou desde cedo que não será seu modo natural de operação.

Todas as culturas acharam necessário levantar alguns melindres protetores ao redor da prática sexual. Porém, ao reduzir a moral à expressão da sexualidade, a cristandade efetuou a façanha sem precedentes de colocar o sexo no absoluto centro de todas as coisas. Nem mesmo as mais licenciosas religiões pagãs, que incentivavam a prática sexual pública e sem rédeas como parte integrante da expressão religiosa, conseguiram imprimir ao sexo a centralidade cultural que conseguiu, em seu pessimismo, a instituição cristã.

Jesus se ocupa do sexo

A postura do Jesus a respeito da sexualidade é tão singular, tão diferente de tudo que acabou associado ao seu nome, que é mais fácil ignorar a sua visão de mundo do que encarar as suas implicações.

A primeira indicação dessa singularidade, e de modo nenhum a menos importante, é o fato de que o Jesus dos evangelhos se ocupa pouco sobre sexo. O Filho do Homem tinha muito a dizer sobre o que achava importante, muito a dizer sobre o que achava errado e muito a dizer sobre o que achava necessário fazer e deixar de fazer. Seu silêncio quase completo sobre o assunto serve para demonstrar a diminuta importância relativa que ele imprimia à questão. Por tudo que sabemos, Jesus não entenderia, não endossaria e não saberia reconhecer a sua influência sobre a centralidade que a igreja que sequestrou o seu nome imprimiu aos dilemas da expressão sexual.

Em particular, em momento algum Jesus associa a legitimidade do sexo à ausência de prazer, e faz ainda menos para associar prazer e pecado, como fizeram depois dele quase dois mil anos de igreja formal.

Seduzida pela aparência de austeridade das filosofias gregas, a igreja decidiu muito cedo que os aspectos sensoriais da condição humana são por natureza mais perigosos e menos legítimos do que as operações mentais. O corpo, ficou decidido a partir da pregação pessimista dos gnósticos, é um forte ameaça à integridade espiritual; Na visão de mundo de Jesus, os dilemas da sexualidade não nos distinguem: eles nos unem, servindo como nivelador moral absoluto e universal.os prazeres dos sentidos, mesmo aqueles mais moderados e menos controversos, foram considerados gravíssimo estorvo no caminho da maturidade cristã.

Desse modo, periodicamente as culturas se veem obrigadas a desaprender o ensino da igreja e reapreender a revelação evangélica de que Jesus não tinha nada contra o prazer. Periodicamente os homens se aproximam dos evangelhos e redescobrem um Filho do Homem inteiramente apaixonado pelas coisas belas e visíveis e palpáveis, pelos campos em flor e pelos vinhos de qualidade, pelo pão bem feito e pela fruta colhida a seu tempo, pelos bons perfumes e pelos grandes banquetes, pelo afeto do amigo e pela caminhada matinal: um sujeito mergulhado na experiência dos sentidos ao ponto de ganhar a reputação de bêbado e comilão. Esse Jesus descalço, embriagado e grato diante da riqueza sensorial da condição humana, foi redescoberto por São Francisco no século XII e por Wilhelm Reich no século XX 1Para mais sobre o Jesus sensorial que espreita nos evangelhos e que a igreja busca continuamente esconder, leia Sensualize a sua espiritualidade..

Podemos supor que a plena aprovação, por parte de Jesus, dos aspectos sensoriais da condição humana se estendia sem qualquer interrupção aos prazeres do sexo. E a maior indicação disso é esta mesmo: que quando fala sobre sexualidade Jesus imprime à questão um matiz que nenhuma figura bíblica soube antecipar ou repetir.

As prostitutas como elas são

Ao contrário de João Batista, que achou necessário confrontar o tetrarca Herodes Antipas pelo caráter irregular de suas relações amorosas, em nenhum momento Jesus enfatizou ou achou necessário fiscalizar o cumprimento das regras estabelecidas de pureza sexual.

O Filho do Homem, que denunciava com palavras de fogo a superficialidade e a mesquinheza de gente que se achava santa, não gastou uma palavra para condenar as irregularidades sexuais de quem quer que seja, pessoalmente ou num discurso público.

Nas raras ocasiões em que menciona relações amorosas não-convencionais Jesus o faz sempre em tom de constatação, nunca de condenação. É o que acontece por exemplo no seu encontro com a mulher samaritana no poço de Sicar, narrado no quarto capítulo do evangelho de João.

«Você está certa quando diz que não tem marido. Você já teve cinco maridos, e o homem com quem você está agora não é seu marido. O que você diz é a pura verdade.»

A gentileza da abordagem é evidente – especialmente levando-se em conta que estavam os dois sozinhos no poço, e que foi Jesus a dirigir-se à mulher em primeiro lugar. A narrativa convida explicitamente a que nos maravilhemos diante do fato que Jesus estava se dirigindo a uma mulher, a uma samaritana (“porque os judeus não se relacionam com os samaritanos”, v.9) e a uma mulher de má reputação.

O contexto e o tom da conversa servem para assegurar que, quando recapitula a irregularidade das suas relações amorosas Jesus não o faz para que a mulher se sinta inadequada, mas de modo a que possa enxergar sem subterfúgios o mal que tem estado fazendo a si mesma.

Nas partes da cidade que as pessoas de bem preferem evitar você encontra de vez em quando um evangélico radical, uma freira ou um franciscano que conversa, trata as feridas ou reparte o seu prato com gente aparentemente irremediável: uma jovem drogada, um traficante, um michê, um travesti. Esses antiquados cavalheiros são irmãos e herdeiros de Jesus, o único personagem bíblico que uniu a reputação de homem de Deus à de ser visto à mesa com cafajestes e pecadores.

Que Jesus não se envergonhava de ser visto congraçando com gente de reputação sexual duvidosa fica explicito de várias formas, sendo esse um tema recorrente nos evangelhos. Enfatizar essa sua singularidade é o propósito da narração do jantar em Lucas 7:36-50.

Há porém indicações mais sutis dessa sua peculiaridade. Enquanto os religiosos do seu tempo preferiam não se contaminar com determinadas palavras, Jesus descarta os eufemismos como “mulher pecadora” e dá preferência ao termo direto: prostitutas. Desse modo, o Filho do Homem alia a façanha de ser o único nos evangelhos a chamar as prostitutas pelo que elas são ao de jamais mencioná-las numa luz que não seja positiva 2Mateus 21:31. – e portanto claramente subversiva.

«Se vocês querem mesmo saber, os cobradores de impostos e as prostitutas estão entrando no reino de Deus antes de vocês. Vivam com isso.»

O sexo como nivelador

Se encontro um modo de contrastar a visão de mundo de Jesus a respeito do sexo com tudo que veio antes ou depois, é deste modo: para os outros, o sexo é fonte de distinção; para Jesus, o sexo é nivelador.

Na visão de mundo da igreja (bem como na de Paulo e na do Antigo Testamento) o sexo é por excelência um parâmetro de distinção. Tornamo-nos pessoas mais distintas e admiráveis na medida em que nos mostramos capazes de nos ajustar a um padrão preestabelecido de regularidade. Se a conformidade à norma sexual é uma medida de distinção, gente casta é por definição mais distinta do que gente casada; gente casta e gente casada são mais distintas do que gente que se prostitui; gente casada e fiel é mais distinta que gente casada que comete adultério; e certas distâncias da norma são tão acentuadas (isso é, produzem um grau tão negativo de distinção) que requerem a completa eliminação da comunidade – e falamos de práticas como o adultério, a prostituição e a homossexualidade.

O Filho do Homem tinha uma visão ao mesmo tempo mais desiludida e mais exigente dos dilemas da sexualidade. Se a postura da igreja pode ser chamada de pessimismo, a de Jesus deveria ser chamada de realismo sexual.

Na visão de mundo de Jesus, os dilemas da sexualidade não nos distinguem: eles nos unem, servindo como nivelador moral absoluto e universal.

Uma das lições a que Jesus voltava sempre é que a conformidade servil à moral estabelecida nos engana. Em vez de nos tornar pessoas melhores, a moralidade faz com que tenhamos de nós mesmos uma imagem positiva e dos outros uma imagem negativa, ambas sem qualquer fundamento na dura realidade.

Em nenhuma outra área esse engano é mais eloquente do que no que diz respeito à sexualidade. É por isso, para lembrar que na área sexual ninguém é melhor do que ninguém, que Jesus não se dá ao trabalho de condenar a mulher junto ao poço, e traz à luz pública o fato de que as prostitutas podem servir de exemplo de virtude, tendo acesso direto aos ventos da divina glória que gente religiosa ainda não experimentou.

Jesus na verdade trabalha ativamente para desconstruir a noção piedosa (e enganosa) de que a conformidade estrita à norma sexual tem poder de nos tornar gente admirável, de algum modo distinta da massa condenável de luxuriosos e libertinos.

Essa, evidentemente, é a função da desconcertante observação no quinto capítulo do evangelho de Mateus:

«Vocês ouviram o que foi dito: “não cometam adultério”. Eu de minha parte venho informá-los que qualquer um que deseja uma mulher olhando para ela já é culpado de adultério em todos os sentidos que importam.»

A lição aqui é simples: desarmem-se. Parem de agir e de falar como se a pureza sexual fosse alguma medida de distinção. Os dilemas da coerência sexual não nos distinguem: eles nos unem. O sexo, ao contrário de dar evidência de que somos melhores do que os outros, é um grande nivelador. Os santinhos e os putos são indistinguíveis na sua incapacidade em fornecer uma resposta equilibrada para o desejo.

Porém, é claro: em nenhum outro momento Jesus deixa mais evidente sua visão de mundo o-sexo-como-grande-nivelador do que no confronto com Jesus convidou seus antagonistas a que violassem a lei, e seu único argumento foi sua visão particular de mundo.os fariseus que queriam apedrejar a mulher apanhada em adultério (João 8:1-11).

Um dos argumentos mais convincentes para a existência de Deus, na minha opinião, é o fato de que essa passagem não tenha sido suprimida ao longo de dois milênios de história da igreja.

Como ninguém ignora e como não custa lembrar, Jesus não procurou convencer os presentes da injustiça da lei mosaica, que requeria a execução sem apelação de quem fosse apanhado em adultério (“tanto o homem quanto a mulher devem ser executados”, diz o texto 3Levítico 20:10, Deuteronômio 22:22., embora o homem tenha encontrado modo de escapar deste confronto particular). O rabi limitou-se a requerer que atirasse a primeira pedra alguém que estivesse sem pecado. As pedras seguintes, aparentemente, poderiam ser atiradas por qualquer um.

Como se sabe, nenhum dos acusadores sentiu-se à altura do requerimento, pelo que a mulher foi poupada da primeira pedra e das seguintes, e deixada em paz diante do seu salvador.

A mulher saiu ilesa, mas o mesmo não pode ser dito da lei de Moisés. O Pentateuco determinava que fossem as testemunhas de um crime a atirar as primeiras pedras (Deuteronômio 17:7), e não dava qualquer margem para que a condenação fosse sustada caso não se encontrasse alguém sem pecado para executá-la. Na verdade, não havia qualquer previsão de relaxamento da pena para quem fosse apanhado em adultério. A absoluta ênfase da lei está em “ambos devem morrer, para que o mal seja exterminado de Israel” (22:22).

Em resumo, Jesus convidou seus antagonistas religiosos a que violassem a lei religiosa em todos esses pontos, e seu único argumento foi a sua visão particular de mundo: não deixem, meus caros, que sua pureza nominal dê a vocês alguma impressão de distinção. O sexo é um grande nivelador, e quem for honesto consigo mesmo e com os seus desejos não deixará de entender isso. Na área da sexualidade, ainda mais do que nas demais, ninguém deve sentir-se livre para achar-se menos digno de condenação do que qualquer outro.

E, incrivelmente, funcionou. Mais nobres e mais sinceros do que gerações de seguidores nominais de Jesus ao longo de milênios, os fariseus dobraram-se diante da verdade com que foram fustigados pelo rabi da Galileia. Reconheceram publicamente que a pureza sexual não é medida suficiente ou real de distinção, e que os embaraços do sexo destemperam mesmo (e talvez particularmente) quem os evita com as melhores das boas intenções.

Uma igreja sem ilusões sexuais

É gota a gota, uma pedra a menos de cada vez, que a igreja se aproxima da visão madura, gentil e desiludida que Jesus abraçava a respeito do sexo. Pouco a pouco a igreja admite que aquilo que o respeito à norma sexual não tem poder para fazer – o poder de nos distinguir e de fazer de nós gente admirável, – nosso respeito pelas relações interpessoais pode conseguir.

Porque, para Jesus, o mandamento que não pode ser contornado é amar, e amar é colocar as relações interpessoais – gente humana em relações humanizadas – acima de qualquer legislação e de qualquer rótulo.

O que nos distingue não é se somos samaritanos, judeus, adúlteros ou heterossexuais, mas a medida de amor e de aceitação que somos capazes de oferecer a quem não é como nós. O que nos distingue é nossa capacidade de abrir mão das distinções convencionais.

Foi isso que experimentou meu amigo José Barbosa Junior quando assistiu com sua esposa, há alguns dias, o casamento entre dois homens. Há alguns anos, um casal de homossexuais ganhar a benção de gente cristã seria coisa tão improvável quanto ver há dois mil anos um homem judeu puxando conversa com uma mulher samaritana, um fariseu deixando a lei de lado para reconhecer a supremacia do amor ou uma comunidade judia reconhecendo que os gentios não precisam se deixar circuncidar para serem acolhidos pelo divino abraço.

Caminhamos não a partir daquilo que vemos, mas a partir de como vemos.

Paulo Brabo @saobrabo

Escrevo livros, faço desenhos e desenho letras. A Bacia das Almas é repositório final de ideias condenadas à reformulação eterna.

Notas   [ + ]

1. Para mais sobre o Jesus sensorial que espreita nos evangelhos e que a igreja busca continuamente esconder, leia Sensualize a sua espiritualidade.
2. Mateus 21:31.
3. Levítico 20:10, Deuteronômio 22:22.
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