Gli altri siamo noi • A Bacia das Almas

 

Paulo Brabo, 12 de setembro de 2009

Gli altri siamo noi

Estocado em Goiabas Roubadas

Este documento contém clipes de áudio que só podem ser ouvidos na página da Bacia na internet.

Nunca me senti mais sozinho do que agora
É noite, mas queria que segunda-feira chegasse logo

Gli altri siamo noi, Marco Masini

Com os outros junto de mim para sair pela cidade
Com os outros fechados em si que abrem-se ao sol
Como flores quando despertam, trocam de roupa
Quando saem, partem, chegam
Assemelhamo-nos, anjos, abutres —
Os olhos em seus rostos como espelhos,
Porque os outros somos nós.

Os muros vêm abaixo
Ao sopro de uma idéia
Tanto Alá quanto Jesus na igreja ou dentro de uma mesquita
E os outros somos nós, mas aqui na mesma rua
Covardemente heróis, deixamos para trás os pedaços de outros nósNeste mundo
Os outros
somos nós

Que nos aguardam e se perguntam
Porque nascem e logo morrem
Talvez andorinhas, folhas na África,
Sorriam-nos de melancolia —
E todos vítimas
E algozes
Mesmo porque mais cedo ou mais tarde
Os outros somos nós

[Quando cantam
Quando choram
Os outros somos nós]

Sim, os outros somos nós
Nós que ficamos em aposentos desertos
De apartamentos e de tranquilidade
Distantes dos outros
Mas sem dúvida mais cedo ou mais tarde
Os outros somos nós

Sim, os outros somos nós
Entre índios e hindus
Balconistas em farmácias que não têm mais como sustentar-se
Famílias de operários demitidos por robôs
E ciganos do oriente em favelas da periferia
Somos todos vítimas
E algozes
Mesmo porque mais cedo ou mais tarde
Os outros somos nós

[A Amazônia,
A África do Sul
Os outros somos nós]

Neste mundo agora pequeno
[Somos nós, Somos nós]

[Os outros somos nós
Os outros somos nós]
Os outros somos nós
Neste mundo
Os outros somos nós

 

Mais uma do evangelista pregador cantante italiano Marco Masini. A composição é de Umberto Tozzi, que alcançou sucesso planetário com a canção Gloria, lançada em italiano em 1979 e regravada em 1982 (em inglês) pela norte-americana Laura Braningan.

Ouça também:
O dia mais banal

* * *

Non sono stato mai più solo di così
è notte ma vorrei che fosse presto lunedì
con gli altri insieme a me per fare la città
con gli altri chiusi in se che si aprono al sole
come fiori quando si risvegliano, si rivestono,
quando escono, partono, arrivano
ci somigliano angeli avvoltoi,
come specchi gli occhi nei volti
perché gli altri siamo noi.

I muri vanno giù
al soffio di un’idea
Allah come Gesù in chiesa o dentro una moschea
e gli altri siamo noi ma qui sulla stessa via
vigliaccamente eroi lasciamo indietro i pezzi di altri nodi
che ci aspettano e si chiedono perché nascono e subito
muoiono
forse rondini foglie d’ Africa
ci sorridono in malinconia
e tutti vittime e carnefici
e tanto prima o poi gli altri siamo noi.

Quando cantano,
quando piangono
gli altri siamo noi.
siamo noi siamo noi

Si, gli altri siamo noi
Noi che stiamo in comodi deserti
di appartamenti e di tranquillità
lontani dagli altri,
ma tanto prima o poi gli altri siamo noi.

Si gli altri siamo noi
fra gli Indios e gli Indù
ragazzi in farmacie che ormai non ce la fanno più,
famiglie di operai licenziati dai robot
e zingari dell’est in riserve di periferia
siamo tutti vittime e carnefici
tanto prima o poi gli altri siamo noi.

L’amazzonia
il Sud Africa,
Gli altri siamo noi.
In questo mondo gli altri siamo noi
In questo mondo piccolo oramai
Gli altri siamo noi
In questo mondo gli altri siamo noi

Paulo Brabo @saobrabo

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