A segunda seção de «As divinas gerações» se chama «Na cama com a Bíblia» • A Bacia das Almas

 

Paulo Brabo, 23 de novembro de 2013

A segunda seção de «As divinas gerações» se chama «Na cama com a Bíblia»

Estocado em Pormenor

E tem sete capítulos. Uma ou duas sentenças de cada um, de modo a facilitar ou impedir um julgamento precipitado da sua parte:

1. Sexo e poder

Embora por vezes aparente tratar da questão geral da legitimidade dos contatos sexuais (de modo a beneficiar a todos), o Antigo Testamento está essencialmente levantando barreiras sociais que protejam a honra do macho (de modo a legitimar a supremacia do ser humano adulto do sexo masculino). Na esfera do Antigo Testamento a principal função social do sexo era ilustrar uma relação de dominação.

2. Novo Testamento: a supremacia (e o caráter subversivo) do amor

Ao contrário do que alguns chegaram a concluir, a posição de Paulo sobre o casamento não desautoriza o sexo, mas absolutamente desautoriza – como prevalecia no sistema anterior – qualquer uso do sexo como ilustração de dominação. É por isso que, embora endosse a hierarquia clássica de supremacia masculina quando fala de outras áreas do casamento e da sociedade, quando fala de sexo ele usa imagens que evocam paridade e reciprocidade, nunca supremacia.

3. Sexo entre pares: o homem romântico e a era das relações igualitárias

Estamos prontos a ficar chocados quando a sociedade tolera o sexo sem compromisso, mas nisso nos recusamos a enxergar o outro lado da moeda – que na nova norma a sociedade deixou de tolerar o que a igreja tolerou por séculos: sexo sem correspondência e sem mutualidade.

4. Na cama com a Bíblia

A presente controvérsia sobre o exercício da sexualidade é uma guerra de interpretação de textos.

5. A salvaguarda do sexo

O sexo que nos ocupa a mente é o sexo que não estamos fazendo.

6. O homem entre as marés

É de Andrew Marin a definição mais fulgurante de amor que jamais ouvi: amor, explica ele, é «a expressão mensurável de comportamentos não-condicionados».

7. O que Jesus tinha na cabeça quando falava sobre sexo

O silêncio de Jesus sobre o sexo é significativo (no sentido que essa lacuna diz muito sobre as questões que ele achava realmente controversas e essenciais) mas não é completo. O filho do carpinteiro de fato disse uma ou outra coisa sobre vida sexual, dando boas indicações sobre o que ele via ser o seu peso relativo diante de outras questões.

 

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Paulo Brabo @saobrabo

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